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Leilões de rodovias podem movimentar até R$ 127 bi este ano

A onda de leilões de rodovias deverá persistir em 2026, com até R$ 127 bilhões de investimentos que têm chances de serem contratados neste ano. Porém, a avaliação de especialistas e governos é que o ciclo de concessões atrativas do setor começa a se esgotar e, cada vez mais, será preciso buscar aportes públicos ou outros perfis de investidores para viabilizar os investimentos privados em estradas.

Ao menos 20 contratos têm previsão de leilão até o fim do ano, considerando as carteiras dos governos federal, de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Entre eles, 11 projetos, com estimativa de R$ 70 bilhões em obras, estão marcados para acontecer no primeiro semestre, período que analistas veem como mais favorável às licitações, dada a agenda eleitoral nos Estados e na União, que chegam à reta final dos mandatos atuais.

No ano passado, a maratona de licitações rodoviárias acumulou investimentos contratados de ao menos R$ 97,4 bilhões – considerando novas concessões e contratos repactuados que passaram por processo competitivo.

“O ciclo de leilões de rodovias em 2026 talvez não seja do mesmo tamanho [com alguns dos leilões previstos não sendo realizados], mas o que já foi estudado não deverá parar [devido ao ano eleitoral]. Vemos processos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e no governo federal que devem sair”, afirmou Rogério Yamashita, responsável pela área de infraestrutura em project finance do Itaú BBA.

Na União, estão previstas 13 concorrências, com R$ 85 bilhões em obras. Para George Santoro, secretário-executivo do Ministério de Transportes, mesmo após a entrada de vários novos investidores no mercado rodoviário, ainda há espaço para entrantes.

Entre os grupos citados estão a Power China; a Monte Rodovias (recentemente comprada pela australiana Macquarie); a gestora Prisma; a Jive; fundos de pensão canadenses como Ontario Teachers e CPP (Canada Pension Plan), além de empreiteiras brasileiras como a Odebrecht, por meio da Nova Infra.

Fonte: Valor Econômico por Assessoria Jurídica Tributária da FETCESP / Foto: Banco de Imagens – Canva