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Em reunião com o MDIC, CNT reforça agenda estratégica para reduzir o Custo Brasil

Encontro destacou concessões, planejamento de longo prazo e investimentos como caminhos para aumentar a competitividade do transporte no Brasil

A CNT reforçou sua atuação institucional junto ao governo federal ao apresentar sua agenda prioritária ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nessa terça-feira (17), na sede da pasta, em Brasília. O encontro reuniu o diretor de Relações Institucionais da Confederação, Valter Souza, e a gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, com o secretário adjunto de Competitividade e Política Regulatória, Leonardo Ferreira de Oliveira.

Durante a reunião, a CNT destacou projetos estruturantes com impacto direto na competitividade da economia brasileira. Entre os principais temas abordados, estiveram o avanço das concessões de rodovias e hidrovias, o fortalecimento das parcerias público-privadas e a atração de investimentos para ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura.

A entidade também ressaltou a importância do planejamento de longo prazo para o setor, com destaque para o PNL (Plano Nacional de Logística) 2050. A CNT defendeu que a previsibilidade regulatória e a continuidade das políticas públicas são essenciais para garantir segurança jurídica aos investidores e viabilizar projetos estruturantes.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, o alinhamento com o governo é fundamental para o avanço de soluções estruturantes. “Estamos trabalhando para construir um ambiente mais favorável ao investimento e à eficiência logística. A agenda reforça o papel do transporte como vetor de desenvolvimento e mostra que, com planejamento e parcerias, é possível reduzir custos e aumentar a competitividade do Brasil”, afirmou.

Outro ponto apresentado foi a diferença de desempenho entre rodovias concedidas e aquelas sob a gestão pública. Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 indicam que os trechos concedidos apresentam melhores condições de infraestrutura, com impactos diretos na segurança e na redução dos custos operacionais do transporte, reforçando a importância da ampliação dos investimentos no setor.

O levantamento, que avaliou 114.197 quilômetros de rodovias, aponta melhora no estado geral da malha. A proporção de trechos classificados como “ótimos” ou “bons” passou de 33,0% em 2024 para 37,9% em 2025, enquanto os segmentos “ruins” ou “péssimos” recuaram de 26,6% para 19,1%, uma redução de 7,5 pontos percentuais. Apesar do avanço, ainda predominam trechos em condição “regular”, que representam 43,0% da extensão analisada.

Os resultados reforçam a necessidade de ampliar investimentos e acelerar modelos de concessão e parcerias com a iniciativa privada como estratégia para elevar o padrão da infraestrutura e reduzir custos no transporte.