De olho no 'mercado verde', MInfra assina novo acordo para aprimorar diretrizes socioambientais

SUSTENTABILIDADE. Parceria do Ministério da Infraestrutura com agência de cooperação técnica alemã GIZ vai ajustar diretrizes e construir agenda de projetos adequada a variáveis climáticas.

 

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O Ministério da Infraestrutura assinou, nesta semana, um memorando de entendimento para estabelecer uma parceria junto à agência de cooperação técnica alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ). O objetivo inicial é fortalecer e atualizar as diretrizes socioambientais do ministério, de modo a adequar a estruturação de ações e projetos às melhores práticas de desenvolvimento sustentável.

O acordo é mais uma iniciativa que visa uma maior atração para projetos e investimentos apresentados pelo ministério a investidores e operadores internacionais. Em setembro, a pasta já havia assinado um memorando com a Climate Bond Initiative (CBI), no intuito de habilitar projetos de infraestrutura para a captação de financiamento no mercado de títulos verdes (green bonds). A parceria com a GIZ deve apoiar processos para a qualificação de projetos com o objetivo de torná-los resilientes (adaptados) a possíveis alterações do ambiente.

“Estamos sendo pragmáticos”, afirma o ministro. “Queremos valorizar nossos ativos e vamos pensar a longo prazo na hora de estruturar os projetos para apresentarmos ao mercado internacional um ambiente seguro para negócios e adequado às melhores práticas de sustentabilidade. Teremos uma infraestrutura resiliente e de baixo carbono”, disse Freitas.

Projetos adaptados - O Ministério da Infraestrutura vem incorporando temas referentes ao desenvolvimento sustentável em suas políticas. Em especial, no seu programa de concessões de ativos de infraestrutura. Estão previstos nas próximas décadas mais de R$ 217 bilhões em investimentos privados contratados até 2022 em rodovias, portos, aeroportos e ferrovias.

A adaptação, no planejamento dos empreendimentos, se traduz em um conjunto de medidas para antecipar problemas e contingências geradas pelo clima. Por exemplo, levar em conta, no processo de construção de um porto, a possibilidade de elevação do nível do oceano. Ou construir rodovias e ferrovias com elevação maior em áreas passíveis de alagamentos. Ou ainda aeroportos com mais tecnologia para facilitar pousos e decolagens em situações adversas de chuvas em excesso.

A estratégia do Ministério é, com projetos sustentáveis e melhor planejados, gerar ativos de infraestrutura mais valorizados, o que possibilita ao Brasil obter mais recursos e gerar mais empregos no país a partir do seu programa de concessões.

A GIZ é uma entidade vinculada ao Governo da República Federal da Alemanha com atuação na área de Cooperação Técnica Internacional em mais de 120 países. No Brasil, apoia projetos nas áreas de energias renováveis e eficiência energética, proteção e uso sustentável das florestas tropicais, desenvolvimento urbano e clima.

Foto: Arteris

 

FONTE Assessoria Especial de Comunicação | Ministério da Infraestrutura